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Secretaria de Saúde volta atrás e deixa de usar hidroxicloroquina

A Secretaria Municipal de Saúde anunciou que os hospitais de Itajubá não estão mais utilizando hidroxicloroquina em pacientes que fazem tratamento contra a covid-19. Em comunicados anteriores, o secretário de Saúde, Nilo Baracho, havia dito que o medicamento era utilizado na cidade.

Em vídeos publicados nas redes sociais da prefeitura, Baracho havia dito que o uso da hidroxicloroquina era combinado a outros medicamentos, como a azitromicina e o tamiflu. “A gente tem estudos pró e conta a cloroquina, o que pesa no momento, é que não temos nenhum medicamento comprovadamente eficaz contra a covid-19 e a cloroquina apresenta bons resultados”, defendeu.

Apesar da polêmica em torno da eficácia da droga, o secretário disse, na época, que a maioria dos hospitais públicos do Brasil utilizavam a medicação, o que justificaria a aplicação da hidroxicloroquina em pacientes internados nos hospitais de Itajubá.

“Aqui em Itajubá nós estamos abertos. Assim que novos estudos comprovarem a eficácia ou não, a gente pode mudar esse protocolo”, afirmou.

Nesta segunda-feira (26), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou ter suspendido os testes com o medicamento. A hidroxicloroquina é suspeita de dar efeitos colaterais graves em pacientes, causando arritmia cardíaca. Testes anteriores já haviam mostrado a ineficácia do medicamento, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em comunicado feito na tarde desta terça-feira (26), Nilo Baracho disse que no início da pandemia, tanto o Hospital de Clínicas quanto a Santa Casa utilizavam a droga em pacientes. Entretanto, diante da polêmica, a secretaria voltou atrás na recomendação do uso desse medicamento nas unidades de saúde de Itajubá.

Segundo o secretário de Saúde, com o avanço da pandemia e o surgimento de novos estudos, dentre eles o da revista científica The Lancet, que mostrou a ineficácia da hidroxicloroquina em pacientes de covid-19, a aplicação da droga na cidade foi interrompida.

“Com isso, vários locais do Brasil, e em Itajubá, não é diferente, não está usando a hidroxicloroquina. Novos estudos são necessários para avaliar. É importante neste momento estar aberto a tudo o que a ciência pode nos dar”, disse.

A hidroxicloroquina tem sido apontada pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e por outros como um possível tratamento para a doença causada pelo novo coronavírus. O presidente norte-americano afirmou que estava tomando o medicamento para ajudar a prevenir a infecção.

Nesta segunda-feira (25), a equipe do Ministério da Saúde apresentou diretrizes para a construção dos hospitais de campanha. Se inicialmente a pasta desenvolveu uma estratégia de construir o hospital e entregá-lo para a gestão de estados e municípios, agora a abordagem mudará, com o repasse dos recursos para que os demais entes federativos implantem as estruturas.

“Em um primeiro momento, se desenhou apoiar com hospital de campanha. Fica uma gestão compartilhada. O que torna uma gestão mais complicada. Com a evolução e estudos e dificuldades, chegou-se à conclusão que fosse descentralizado recurso e fosse executado por estes entes federativos. O Ministério da Saúde não pretende ele construir novos hospitais”, declarou o secretário-executivo substituto, Élcio Franco.

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